quinta-feira, 22 de setembro de 2011

UJS - 27 anos de luta! Venha comemorar conosco!!

Venha participar do lançamento da Tese para o 39° CONUBES e a Comemoração do Aniversário da UJS.

Feijoada e bate papo Camarada!!
Entrada Grátis!!!

* a rua Frei Caneca fica por detrás da principal do parque do povo. (por trás do bar do tenebra).

domingo, 18 de setembro de 2011

Há 40 anos morria Lamarca, o Che brasileiro

No próximo sábado completam-se 40 anos que o capitão do Exército Carlos Lamarca, nascido no Rio de Janeiro em 1937, foi atocaiado e morto no interior da Bahia. Lamarca desertou em 1969, e converteu-se num dos comandantes da Vanguarda Popular Revolucionária, VPR, grupo de guerrilha armada no qual também lutou a presidente Dilma Rousseff. Tido e havido como o Che Guevara brasileiro, Lamarca foi elevado ao status do maior inimigo do governo militar. Caçado pelas forças de segurança por todo o país, ele comandou diversos assaltos a bancos, montou um foco guerrilheiro na região do Vale do Ribeira, no sul do estado de São Paulo. Liderou o grupo que seqüestrou o embaixador suíço Giovanni Bucher, no Rio de Janeiro, em 1970, em troca da libertação de 70 presos políticos.


Perseguido por mais de dois anos pelos militares, foi localizado e morto no interior da Bahia 17 de setembro de 1971. Trinta e seis anos após sua morte, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, sob o ministro Tarso Genro, dedicou sua sessão inaugural a promovê-lo a coronel do Exército. Lamarca teve reconhecida a condição de perseguidos políticos de sua viúva e filhos.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

No dia 7 de setembro UNE lança carta aos estudantes Brasileiros


Documento cobra reforma política e lança abaixo assinado pelos 10% do PIB
A A União Nacional dos Estudantes – UNE , a União Brasileira de Estudantes Secundaristas – UBES e a Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG divulgaram neste 7 de setembro de 2011 uma “carta aos estudantes brasileiros”. O documento é assinado pelos presidentes das entidades estudantis e comemora a data ao mesmo tempo em que pede a aprovação de uma reforma política ampla, que fortaleça a democracia e a participação popular e combata a corrupção e os privilégios de poucos.
A carta anuncia também o início de uma grande mobilização popular para a realização do abaixo-assinado que recolherá milhões de assinaturas pelos 10% do PIB e 50% do Pré-sal pra educação.
“Desta forma, chamamos a juventude brasileira a ocupar cada vez mais espaços, físicos e virtuais, nas ruas, nas escolas, nas universidades, na internet e nas redes sociais, sensibilizando a sociedade brasileira e pressionando todos os governos para aprofundar e ampliar as mudanças necessárias ao país”, diz um trecho do documento.

CARTA AOS ESTUDANTES BRASILEIROS
Brasil, 7 de setembro de 2011
Neste dia de simbolismo inegável e de valor histórico ainda em construção, ecoando com os brados daqueles que, durante os últimos 189 anos, continuam a gritar pela independência de todas e todos brasileiros, deixam-se aqui as seguintes palavras, idéias e sonhos para a classe estudantil da nossa nação.
O Brasil dos jovens de 2011 é um país em movimento, cada vez menos dependente de seus grilhões, mas ainda profundamente distante de ser livre. A independência, relembrada neste 7 de setembro, é um processo de caminhar, é o desejo de atravessar a ponte histórica que levará o país ao futuro. É a perspectiva de deixar, na outra margem, a desigualdade social, a opressão e exclusão da juventude, a miséria, a injustiça, os preconceitos de todos os tipos contra as mulheres, negros, idosos, gays, lésbicas, pobres, nordestinos, analfabetos e tantos outros representantes do povo não favorecido deste país.
O Brasil dos estudantes desta década –a década de 10– será um país de mudanças sem precedentes. Será o início de nossa primavera, tal como essa que se apresenta em setembro de 2011, após uma incessante demonstração de vigor e mobilização dos jovens no último mês de agosto. O “Agosto Verde e Amarelo” do movimento estudantil levou milhares às ruas de todo o país, culminando com a grande “Marcha dos Estudantes” sobre Brasília, no dia 31, fazendo reverberar o grito de exigência dos 10% do PIB e dos 50% do fundo social do Pré-sal investidos exclusivamente na educação brasileira.
A grande transformação na educação é um imperativo, com a superação do analfabetismo, das brutais desigualdades regionais, do desequilíbrio na qualidade de ensino acessível para ricos e pobres, da má remuneração dos professores e das ainda injustas políticas de acesso à universidade. A essa bandeira, juntam-se outras indispensáveis, erguidas pelo movimento social brasileiro neste 7 de setembro: a redução imediata das taxas de juros do país e a mudança da política econômica, por mais desenvolvimento social e humano; a aprovação de uma reforma política ampla, que fortaleça a democracia e a participação popular e combata a corrupção e os privilégios de poucos; a redução da jornada de trabalho e o aumento nos ganhos reais dos trabalhadores; a reforma agrária, com o fim da violência no campo; a democratização da comunicação e do conhecimento, incluindo a aprovação de um plano ostensivo e acessível de internet em banda larga; a priorização da cultura, do esporte e de todas as políticas públicas para a juventude brasileira, como catalisadoras de um futuro de paz e igualdade social.
A União Nacional dos Estudantes – UNE , a União Brasileira de Estudantes Secundaristas – UBES e a Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG entendem que a última gestão do governo federal e esta que chega ao seu primeiro 7 de setembro demonstraram sensibilidade frente a essas necessidades. No entanto, acreditam que ainda é preciso muito mais para alcançar, de fato, a independência. Desta forma, chamamos a juventude brasileira a ocupar cada vez mais espaços, físicos e virtuais, nas ruas, nas escolas, nas universidades, na internet e nas redes sociais, sensibilizando a sociedade brasileira e pressionando todos os governos para aprofundar e ampliar as mudanças necessárias ao país.
Para amplificar esse grito, anunciamos aqui o início de uma grande mobilização popular para a realização do abaixo-assinado que recolherá milhões de assinaturas pelos 10% do PIB e 50% do Pré-sal pra educação.
Esta carta é, portanto, um documento para a reflexão e um convite, aberto e irrestrito, a todas e todos os jovens estudantes do Brasil que, generosos e corajosos, mobilizados hoje e sempre, construirão o Brasil mais justo, honesto e desenvolvido com o qual sonhamos e para o qual estudamos e trabalhamos.
Viva a independência construída todos os dias pelo estudo e trabalho de milhões da brava gente brasileira!Viva os sonhos e as lutas de gerações por um país soberano, democrático, justo e feliz!
Viva a voz da juventude que em setembro grita por liberdade e amor pelo Brasil!
Daniel Iliescu – presidente da UNE 

Yann Evanovick – presidente da UBES
Elisangela Lizardo – presidente da ANPG

domingo, 11 de setembro de 2011

Celso Lungaretti: Companheiro Allende? Presente! Agora e sempre!

Há duas efemérides marcantes neste domingo, 11 de setembro.

Por Celso Lungaretti*, no blog Naufrago da Utopia 

A menos relevante para nós é aquela que a mídia colonizada trombeteia ad nauseam: o décimo aniversário de um atentado nebuloso nos EUA, com grande possibilidade de ter sido urdido ou, ao menos, consentido pelos que depois surfaram na onda da indignação provocada. Algo como uma versão atualizada do incêndio do Reichstag.

O certo é que deu pretexto para o desencadeamento de uma escalada repressiva/intervencionista que fez lembrar a intolerante e paranóica década de 1950 -- aqueles anos terríveis do macartismo e da guerra fria.

Os efeitos da pirotecnia atribuída a Osama Bin Laden, contudo, pouco se fizeram sentir no Brasil -- ao contrário dos de um atentado que golpeou duramente as aspirações dos povos latino-americanos, destruindo um dos mais generosos experimentos socialistas do século passado. 

Deixando de lado a pauta da imprensa espiritualmente satelizada pelo Império, eu quero mesmo é reverenciar um dos maiores heróis da nossa sofrida América Latina: Salvador Allende, o compañero presidente.

Que nunca pretendeu, no poder, ser nada além de outro militante revolucionário, como todos os seus companheiros de jornada na luta por um Chile com liberdade e justiça social.

E que, naquele terrível 11 de setembro de 1973, não aceitou curvar-se aos tiranos, preferindo a morte digna à fuga indigna que lhe ofereceram.

Então, as palavras que endereçou ao povo pelo rádio, na iminência do martírio, inspirarão para sempre os combatentes por um mundo redimido do pesadelo capitalista:


"Colocado numa transição histórica, pagarei com minha vida a lealdade do povo. E lhes digo: tenho certeza de que a semente que entregaremos à consciência de milhares e milhares de chilenos não poderá ser extirpada definitivamente. Trabalhadores de minha Pátria! Tenho fé no Chile e em seu destino. Outros homens se levantarão depois deste momento cinza e amargo em que a traição pretende se impor. Sigam vocês sabendo que, bem mais cedo do que tarde, vão abrir-se de novo as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor".


* Celso Lungaretti é jornalista, escritor e ex-preso político

Sobre o ataque de 11 de setembro de 2001 - Para ler e refletir.

*Esse texto foi escrito dia 17/09, ou seja, oito dias após aos ataques as Torres do World Trade Center.



Minutos de silêncio (autor desconhecido)Srs(as),Vamos fazer um minuto de silêncio em homenagem aos 5.000(?) americanos, a maioria civis inocentes, mortos covardemente por terroristas que ainda não se sabe quem são.Já que você está em silêncio, fique quieto mais treze minutos em homenagem aos 130.000 civis iraquianos mortos em 1991 por ordem do Bush Pai.Aproveite para lembrar que naquela ocasião os americanos também fizeram festa, como os palestinos fizeram terça 11/09. Emende mais 20 minutos pelos 200.000 iranianos mortos pelos iraquianos com armas e dinheiro fornecidos a Sadam Hussein (ainda novinho na época) pelos mesmos americanos que mais tarde virariam sua artilharia contra ele.Mais quinze minutos pelos russos e 150.000 afegãos mortos pelo Taliban, também com armas e dinheiro americano.Mais dez minutos pelos 100.000 japoneses mortos direta e indiretamente em Hiroshima e Nagazaki, também por ação direta da águia.Você já está em silêncio há uma hora (um minuto pelos americanos e 59 por suas vítimas).Se você ainda está perplexo fique mais uma hora em silêncio pelos mortos na guerra do Vietnã, da qual os americanos não gostam de ser lembrados.Fica aqui o desejo de que o sensacionalismo dos "ataques à Nave Mãe" não apague as mortes miseráveis causadas por eles todos os dias nos países atingidos por sua política expansionista e devastadora, já que estes crimes sociais não têm esses "efeitos cinematográficos" e ficam em subplanos nos noticiários mundiais.E eles ainda falam em "Freedom"...* só para situar cronologicamente, pois não fazem parte dessa contabilidade a guerra ao "terror" promovida pelos E.U.A depois do 11/09 ao Afeganistão e Iraque, que também matou centenas de inocentes....