quinta-feira, 14 de julho de 2011

Entrevista: Daniel Iliescu, candidato do Transformar o Sonho em Realidade no CONUNE

Saiba mais sobre as propostas do movimento para a próxima gestão da UNE.
Lançado pelo Transformar o Sonho em Realidade à disputa pela presidência da União Nacional dos Estudantes no 52º CONUNE, Daniel Iliescu tem longa trajetória e experiência no movimento estudantil. Conversamos com ele para saber sobre as principais propostas de sua campanha e quais os caminhos ele vislumbra para a entidade, caso seja escolhido até o próximo domingo como o representante de todos os estudantes brasileiros.
Você foi lançado recentemente candidato a presidância da UNE. Como tem encarado esse desafio e por que quer ser presidente da UNE?
A União Nacional dos Estudantes é um dos símbolos mais fortes da democracia no Brasil. Há décadas representa os estudantes de todo o país e interfere na vida política nacional. Este é o desafio de uma geração: ajudar o Brasil a percorrer os caminhos e as lutas para tornar-se uma nação mais justa e desenvolvida. O movimento estudantil brasileiro está muito amadurecido e se prepara para vôos maiores. Encaramos com muito entusiasmo, tanto o Congresso quanto os desafios que virão. Temos a confiança e o respeito de todos os que nos acompanham de perto e queremos muito ajudar o país a dar passos largos e ousados, em especial, na área da Educação.

Ha uma tentantiva permanente da imprenssa em caraterizar a UNE de hoje como uma entidade de poucas lutas, chegando a fazer certas comparações grosseiras como utilizar das mobilizações juvenis da Europa e do mundo Árabe para dizer que aqui a juventude não se mobliza. O que você acha disso?
   
Vejo que uma parte da mídia tem uma visão ultrapassada e caricata da UNE e da sociedade civil organizada. Outros veículos, no entanto e cada vez mais, têm valorizado o crescente protagonismo da juventude e dos estudantes em todas as esferas da vida pública. Dois claros exemplos de efervescência política: a 2ª Conferência Nacional de Juventude e o 52º Congresso da UNE, cada um deles com milhões de pessoas dando opinião e organizando campanhas e lutas. Em 2011, inúmeras manifestações de rua reforçaram esse protagonismo crescente, desde atos contra o aumento das tarifas de ônibus em várias capitais até a Jornada de Lutas de março deste ano, que levou a campanha "Educação tem que ser 10!" a cento e vinte universidades em mais de quarenta cidades.

A UNE é chamada para dar opinião sobre todos os temas revlevantes para o país. O que você tem achado do governo de Dilma Roussef, quais são para você os principais obstáculos do atual governo na luta por construir um projeto de desenvolvimento?

Dilma foi eleita pela maioria dos brasileiros para aprofundar um projeto de transformações para o Brasil. Somos, ainda, um país muito desigual. A superação destas desigualdades e o desenvolvimento do país devem ser, portanto, as prioridades do governo. O Brasil avançou muito nos últimos anos, mas ainda estamos muito distantes de ver consolidadas as transformações desejadas. É preciso, então, acelerar o passo!

As principais dificuldades encontradas são de convicção e de correlação de forças. O governo fez algumas escolhas, no início do ano, com as quais discordamos, como o corte no orçamento e mais um aumento da taxa de juros. Essas medidas não jogam a favor do desenvolvimento, pelo contrário, desaceleram o crescimento e combinadas à sobrevalorização do dólar, o país pode correr o risco de desindustrialização. A UNE defende um projeto de desenvolvimento democrático e autossustentável, soberano e solidário, com distribuição de renda, valorização do trabalho e da produção para um povo e uma juventude mais feliz. Entendemos que nosso papel é pressionar os governos e dialogar com a sociedade para que o país avance.
  
Qual você acha que deva ser o foco de atuação da UNE nos próximos dois anos?

A UNE deve estar concentrada em interferir no debate educacional no Brasil, ajudando o país a investir 10% do PIB e 50% do Fundo Social do pré-sal na educação, a erradicar o analfabetismo e ampliar o acesso e a qualidade do ensino superior. A UNE deve convocar um grande debate do que há de melhor no pensamento brasileiro atual. Deve discutir com artistas, políticos, esportistas, jornalistas, acadêmicos sobre o Brasil da década que se inicia. Qual o projeto de país? Qual o papel do Desenvolvimento e da Educação? Assim, estará, lado a lado com o conjunto dos movimentos sociais brasileiros, mobilizando a população em torno de bandeiras unitárias e estratégicas para o país, como a redução da jornada de trabalho, as reformas agrária e urbana, entre outras. E estará decidida a estruturar-se e enraizar-se cada vez mais, lançando campanhas, organizando atividades, ampliando sua ação na internet, consolidando sua ouvidoria, avançando na construção de sua sede, mobilizando passeatas, percorrendo o Brasil.

Brizola Neto: Congresso da UNE homenageia 50 anos da Legalidade

Começa hoje à noite — e prossegue até domingo — na Câmara Municipal de Goiânia, para abertura do 52º Congresso da UNE, que deve reunir cerca de 10 mil estudantes de todo o país. Estarei lá, por convite da direção da entidade, na cerimônia que vai contar com as presenças do ex-presidente Lula e do ministro da Educação, Fernando Hadad.

Por Brizola Neto, no blog Tijolaço.com

O Congresso tem, para mim, além de todo o seu grande significado como porta-voz dos anseios de nossa juventude, um momento muito especial. É que a UNE vai homenagear os 50 anos da Campanha da Legalidade, o movimento que evitou a implantação de uma ditadura no Brasil, em 1961, no qual teve papel decisivo Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, comandando a resistência democrática pela posse do vice-presidente João Goulart após a renúncia de Jânio Quadros.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dia Mundial do Rock é comemorado nesta quarta

O rock, sem dúvida alguma – e não há gostos ou modismos que discordem dessa tese -, foi e continua sendo o ritmo que mais e melhor assumiu a linha de frente quando o assunto são revoluções sociais.

Hoje, 13 de julho, é comemorado o Dia Mundial do Rock, data que tomou corpo e alcance mundial em 1985, quando um festival realizado simultaneamente em Londres, na Inglaterra, e na Filadélfia, nos Estados Unidos, provou que a música tem o poder de reivindicar mudanças.

A causa da época era em favor ao povo etíope, retratado diariamente nos jornais como miseráveis. Foi então que o pelotão de combate, encabeçado por nada mais, nada menos que The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins, Eric Clapton e Black Sabbath, exigiu a erradicação da fome naquele país.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Estudante faz campanha no twitter por Campus da UEPB em Soledade

O estudante está fazendo uma campanha no twitter para que tenha alguma resposta por parte do Governo sobre a construção de um Campus da UEPB na cidade de Soledade, que segundo ele facilitaria a acesso aos estudantes das cidades vizinhas também, onde a maioria estuda em Campina Grande e que além de enfrentar a estrada, sofre com as constantes ameaças das prefeituras de suspender o serviço e por cúmulo alguns estudantes chegam até a pagar o seu transporte.
Veja abaixo a publicação do estudante em seu blog:http://fl-costa.zip.net/

Diante da demanda atual que o município de Soledade tem de estudantes que se dirigem à cidade de Campina Grande para cursar o nível superior em universidades; tendo em vista a política de interiorização das Universidades Públicas; Entendendo bem a prática do Universidade Para Todos; ainda para desafogar as despesas do herário municipal de Soledade com gastos de transporte universitário e o constragimento que os estudantes sofrem com ameaças de suspensão do mesmo veículo, eu Fernando Luiz Araújo da Costa, 29 anos, brasileiro, solteiro, filho natural de Soledade na Paraíba, estudante do curso de História na UFPB e residindo na Capital deste Estado encaminho a todos os políticos paraibanos, particularmente ao Senhor Governador Ricardo Coutinho e ao Senador Eleito Cássio da Cunha Lima a extrema necessidade que os estudantes desta minha terra Soledade, tem de ser edificada em terras soledadinas um campus da UEPB que atenderá nos mais diversificados cursos que forem implantados ao longo dos semestres não apenas os estudantes de casa, mas ainda aos filhos de municípios como: Juazeirinho, Gurjão, São João do Cariri, Olivedos, São Vicente do Seridó, Cubatí, Boa vista, Pocinhos, Tenório e tantos outros da região do Cariri e Curimataú. Já tenho manifestado diversas vezes essa necessidade aos políticos locais, recentemente iniciei no Twitter uma campanha com o #Soledadeumcampusjá e muitos estudantes se solidarizaram. Meu intuito não é político, mas justo e democrático. Inclusive existe um terreno de boa qualidade, localizado a Nordeste da zona Urbana, banhado pelas águas do Açúde Dos Negrinhos, pertencente a Prefeitrua Municipal desta cidade que pode ser usado na construção deste campus. Coloco-me a inteira disposição como um soledadense preocupado com nossa juventude fora de sala de aula e como um social democrata quero ajudar a transformar não apenas a cara do meu país, mas antes, do meu estado e da minha cidade. João Pessoa, 05 de julho de 2011.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Projeto revive a história da imprensa que contestou a ditadura

Coleção de DVDs homenageia membros da linha de frente combativa ao regime militar.
 
Com a proposta de resgatar a memória da imprensa alternativa e clandestina que circulou no Brasil entre 1964 e 1979, período entre o golpe militar e a anistia, o Instituto Vladimir Herzog lançou, em 27 de junho, o projeto ‘Resistir é Preciso’. Parte do projeto, a coleção de DVDs ‘Os protagonistas dessa história’ traz 60 depoimentos de jornalistas que combateram a ditadura no Brasil. Entre os homenageados no DVD está o fundador e ex-editor do portal Vermelho, Bernardo Joffily.
A data de lançamento do projeto, dia 27 de junho, marcou os dois anos de criação do instituto, uma organização sem fins lucrativos fundada em 25 de junho de 2009, que se posiciona com neutralidade político-partidária, e o 74º aniversário de Vladimir Herzog. O jornalista foi encontrado morto, em outubro de 1975, nas dependências do 2º Exército, em São Paulo. Três anos depois, em processo movido por sua família, a União foi responsabilizada pelas torturas e morte do então diretor de jornalismo da TV Cultura.

O projeto ‘Resistir é preciso’ revela a importância de 110 jornais clandestinos, 115 periódicos editados no exterior por jornalistas exilados e distribuídos no Brasil e em países de língua portuguesa. Além disso, traz também a história de mais de 400 diários alternativos, todos de grande importância, como explicou o jornalista Ricardo Carvalho, um dos coordenadores de conteúdo e de pesquisa do projeto. “Os profissionais à frente dessas publicações foram fundamentais para o processo de redemocratização do país na luta contra a ditadura militar”, comentou.

Entre os veículos estão os jornais Opinião, Movimento, Brasil Socialista, que era editado na Bélgica, Cartas Chilenas e o Voz Operária. Este último produzido na Itália e na União Soviética pelo Partido Comunista Brasileiro. A maioria das publicações alternativas era de esquerda, normalmente com uma linha editorial mais opinativa. “Esses jornais faziam uma leitura dos grandes veículos brasileiros e das principais revistas que circulavam pelo país”, esclareceu Carvalho.

A coleção de DVDs reúne depoimentos de jornalistas de destaque como Juca Kfouri, preso em 1971 quando era chefe de reportagem da Placar; o dramaturgo e roteirista Aguinaldo Silva; o escritor Fernando Moraes, que trabalhou nas redações de Veja e Folha de S. Paulo; Ziraldo Pinto, um dos fundadores do Pasquim; Reynaldo Jardim, que faleceu logo após gravar seu depoimento e Raimundo Pereira, um dos fundadores do Opinião. Posteriormente, Pereira trabalhou no jornal Movimento e hoje edita a revista mensal Retrato do Brasil.

Para Carvalho, o projeto é uma oportunidade para estudantes de jornalismo aprenderem sobre esse período da história da imprensa no país. “Quando conhecemos a trajetória desses homens e mulheres que lutaram pela liberdade do Brasil, ficamos blindados contra qualquer ameaça futura a essa liberdade. Por isso, é fundamental que as novas gerações conheçam esse tipo de trabalho”, acredita.

Na entrevista ao Nós da Comunicação, Carvalho comentou a Lei de Acesso à Informação, que obriga órgãos públicos a prestarem informações à sociedade. “As pessoas precisam ter acesso às informações. Porque no momento que vira secreto, vira também suspeito. Se tem alguma coisa errada é preciso falar para a sociedade. Concordo que não precisa ser no ano seguinte, porque algumas questões são de segurança nacional, mas é preciso divulgar algum dia. Não existe meia democracia: ou existe ou não existe. Qualquer meio termo é palhaçada”, criticou o jornalista.