quinta-feira, 24 de março de 2011

Dilma recebe entidades estudantis após passeata com 5 mil


A União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) realizaram nesta quinta-feira (24) uma passeata em Brasília, para pedir que 10% do Produto Interno Bruto (PIB), além de 50% dos recursos do fundo social do pré-sal, sejam destinados à educação. As entidades foram recebidas pelos ministros Gilberto Carvalho e Fernando Haddad e a própria presidente Dilma Rousseff esteve na audiência com os estudantes.

UNE
 
Cerca de 5 mil estudantes participaram do ato em Brasília nesta quinta-feira (24).
A passeata que reuniu cerca de 5 mil estudantes em Brasília é parte da Jornada de Lutas 2011 da UNE, Ubes e ANPG. Desde segunda-feira diversos debates, ocupações de universidades e atos de rua ocorrem por todo o país. A campanha também repercute na internet, sendo que esta quinat-feira (24) foi eleita para a realização de um “Twittaço” da campanha #educacaotemqueser10, mote da Jornada de Lutas deste ano, que tem na pauta o Plano Nacional de Educação (PNE) 2011-2020.

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Uma hora com Dilma
Após a passeata, as entidades foram recebidas pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, em audiência que durou cerca de uma hora. As entidades apresentaram as principais pautas em relação ao PNE, com prioridade àquelas relacionadas ao financiamento da educação. A presidente concordou com a necessidade de priorização da educação e falou da necessidade de reconhecimento profissional, valorização social e dignidade salarial dos professores. Segundo Dilma, este é um elemento basilar da ação política concreta do governo.

Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil
Os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) e Fernando Haddad (Educação) participaram da audiência da presidente Dilma com os estudantes.


O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, e o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Yann Evanovick, consideram simbólico o fato da presidente ter recebido as entidades após a passeata. “Foi uma demonstração de compromisso grande da relação que ela quer ter com o movimento social e em especial com o movimento estudantil”, avaliou Augusto. O presidente da UNE considera que a audiência foi importante também pelo seu conteúdo. “Apresentamos as bandeiras relativas ao PNE e a presidenta se mostrou muito favorável, por exemplo, em relação à questão do pré-sal. Ela está convencida de que a prioridade deve ser educação, disse que sempre foi simpática à bandeira e continua sendo. Dilma se disse convencida, também, de que para o Brasil melhorar deve priorizar educação”, relata. 

O presidente da Ubes disse a Dilma que o Brasil precisa de uma revolução no ensino médio. 
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidente Dilma disse ser simpática à proposta do fundo social do pré-sal priorizar a educação, mas não se comprometeu com porcentagens. 
Para ele, o desafio é a constituição de um forte sistema de educação pública, que integre esporte e cultura. “Conquistamos muito no último período, mas a Ubes não está satisfeita”, concluiu Yann. 

A presidente Dilma respondeu que está convencida da importância do investimento em educação. Ela disse que o governo manterá a proposta de investimento de 7% do PIB em educação, mas deixou bem claro que a disputa será no Congresso – por medida aprovada ao final do governo Lula, a Presidência da República não poderá vetar qualquer artigo que se relacione a financiamento da educação no PNE. Dilma falou muito sobre ensino técnico também.

Mais bolsas
Durante a reunião da presidente Dilma Rousseff com os estudantes, o diretor da ANPG Thiago Custódio entregou o abaixo-assinado que a entidade organiza pelo reajuste do valor das bolsas de pesquisa e “ela anunciou de pronto mais bolsas no pais e no exterior”, conforme informação postada pelo pós-graduando no Twitter. As entidades participam de nova reunião com o ministro da educação, Fernando Haddad, às 17 horas desta quinta-feira (24).

Para a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, as entidades acertam ao colocar o centro da pauta na questão do financiamento, “porque ele é que possibilita investimentos na formação de professores, em mais pesquisas, no desenvolvimento de tecnologia e inovação, para a constituição de uma escola mais plural, com mais assistência, para uma formação mais aprimorada”. 

Fotos: Marcello Casal Jr/ABr (a de cima) e G1 (a de baixo)
Ubes defende que "só por meio de protesto os estudantes conseguem ser ouvidos pelo governo".
PNE no Congresso
As entidades apresentam 59 emendas ao PNE, relacionadas às mais diversas pautas, embora o carro-chefe sejam as que se relacionam ao financiamento. 

A presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, Fátima Bezerra (PT/RN), disse que o PNE vai exigir uma ampla discussão dentro do parlamento. “A Câmara vai se debruçar sobre o debate do PNE. Ele é fruto de uma ampla discussão no país e, por isso, não pode ser aprovado a toque de caixa.”

Para a diretora da Ubes Gabrielle D'Almeida, só por meio de protesto os estudantes conseguem ser ouvidos pelo governo. "Tem que haver algum diferencial pra que essas pautas sejam avaliadas. Por isso usamos a irreverência da juventudade", completa.

80 bilhões para o PNE

Na quarta-feira (23), o ministro da Educação, Fernando Haddad, esteve na Câmara dos Deputados e defendeu os investimentos de 7% do PIB na área, o que, segundo ele, é suficiente para cumprir as metas do novo Plano Nacional de Educação (PNE), de R$ 80 bilhões.

O PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá cumprir até 2020. Na terça-feira (22) foi criada na Câmara dos Deputados uma comissão especial para discutir o projeto de lei enviado pelo Executivo. Um dos pontos que deverá ser alvo de emendas é justamente o que define um percentual mínimo para investimento na área. Além dos estudantes, parlamentares e outras entidades querem que o patamar incluído no PNE seja de 10%.

Da redação, Luana Bonone, com agências
Atualizado às 16h29 para correçaõ de informação: as entidades apresentam 59 emendas ao PNE, e não 58, como anteriormente informado.

Ato público em SP contra ataque dos EUA ao Oriente Médio


Fora Imperialismo do Oriente Médio!
Desde o dia 19 de março, mais um país árabe encontra-se sob ataque de uma coalizão imperialista, liderada pelos Estados Unidos e da qual participam a França e a Inglaterra. Autorizados pela ONU, que mais uma vez se presta como instrumento imperialista, o povo líbio vem sendo massacrado pelo ar e pelo mar. Centenas de civis vêm sendo mortos. Isso sem falar que é o terceiro país muçulmano sob ataque imperialista nos últimos 10 anos (Iraque, Afeganistão e agora Líbia).

A farsa da ONU e do campo imperialista é travestir esse ataque de “ajuda humanitária” para proteger civis líbios. Pura mentira. Se estivessem mesmo preocupados em proteger civis árabes de ataques, teriam protestado contra o massacre perpetrado pelos governos do Bahrein e do Iêmen contra seus povos. Se fosse sincera a sua preocupação com direitos humanos, teriam aprovado sanções contra o governo fascista de Israel que massacra o povo palestino.

Na verdade, eles mascaram os objetivos desses ataques da imensa maioria das pessoas no mundo. Não dizem que querem mesmo o controle de todo o petróleo árabe e continuam com seus projetos colônias de domínio de todo o Oriente Médio, região estratégica do planeta. Não temos dúvida alguma: essa é mais uma guerra imperialista que precisa ser barrada pelos povos.
Nesse sentido, as entidades abaixo assinadas convocam um Ato Público – Concentração no dia 23 de Março de 2011, Quarta-feira, a partir das 18h no vão livre do MASP (Avenida Paulista nº 1.578).
Fora imperialismo do Oriente Médio!
Solidariedade aos povos árabes, em especial da Líbia, Bahrein e Iêmen!
Defesa da integridade territorial da Líbia!
Pela autonomia e autodeterminação do povo líbio!
Total solidariedade ao povo palestino! Pelo seu Estado Já!
Todo apoio à resistência contra Israel na palestina, no Líbano e na Síria!

Assinam:
Centrais: CTB, CUT e CGTB
Estudantis e juvenis: UNE, UBES e UJS
Mulheres: UBM e CMB/FDIM
Paz: Cebrapaz
Comunitária: Conam
Negros: Unegro
Entidades árabes: Fearab, Fepal e Frente Palestina

Jornada de Lutas 2011: Passeatas em diversas capitais


Estudantes continuam se mobilizando em todo o Brasil. No Rio, pressão pela meia-passagem; em BH, pelo Fundo Social do Minério.

Depois da primeira grande passeatarealizada na terça-feira em São Paulo, os estudantes brasileiros saem às ruas novamente nesta quarta em diversas capitais do país. Organizada pela UNE, UBES e ANPG, a Jornada Nacional de Lutas continua a todo vapor e o destaque das atividades ficam por conta do Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Na capital fluminense, as entidades preparam passeata com concentração a partir das 10h na Candelária. De lá, todos irão até a Câmara Municipal, onde haverá forte pressão durante a votação da meia passagem para bolsistas do ProUni e cotistas. Segundo a presidente da UEE-RJ, Flávia Calé, a atividade terá apoio de diversos movimentos sociais ligados à Educação e também contará com a presença de Igor Bruno, coordenador de políticas públicas para Juventude da prefeitura do Rio.

Já em BH, a passeata organizada pela juventude sairá da Praça Pio XII às 10h30 e seguirá até a Assembleia Legislativa, onde representantes serão recebidos pelo presidente da casa, o deputado Dinis Pinheiro. A presidente da UEE-MG, Luiza Lafetá, destacou que, além da manifestação, os estudantes irão lançar a campanha pelo Fundo Social do Minério, cuja aceitação é ampla tanto pela bancada de oposição quanto da situação. 

Os estudantes também farão barulho nas cidades de Porto Alegre, pelo Plano Estadual de Educação e contra o sucateamento da UERGS; em Campo Grande; em Aracaju, pelo Plano Estadual de Educação e Gestão Democrática na Educação; em Maceió; em Recife, pelo Plano Estadual de Assistência Estudantil; em João Pessoa, pela meia-entrada; e em Fortaleza, pela Meia-Entrada e contra o aumento das tarifas no transporte.

Jornada de Lutas: grande passeata em Brasília



Além da capital federal, outras cidades recebem manifestações. No Rio, vitória com a aprovação da meia-passagem.

Depois de passeatas bem sucedidas em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a Jornada Nacional de Lutas foca seus esforços na grande passeata que ocorrerá em Brasília nesta quinta-feira, a partir das 10h, com concentração em frente à Biblioteca Nacional. Cerca de 10 mil estudantes são esperados pelas entidades organizadoras e a agitação terá apoio de uma bateria de escola de samba.
Representantes da UNE, UBES e ANPG, que encabeçam a Jornada, têm a expectativa de serem recebidos pela presidenta Dilma Rousseff para apresentar a pauta de reivindicações, cujos destaques são o veto do presidente Lula ao projeto de lei que destina 50% do fundo social do Pré-sal para a educação e os recentes cortes no orçamento que podem atingir o financiamento das universidades.

terça-feira, 15 de março de 2011

Os cinco pecados capitais da Globo, por Paulo Henrique Amorim

O Jornalista Paulo Henrique Amorim (PHA) durante o ciclo de debates da "Revista Nordeste Vinte e Um", em Fortaleza, arrancou aplausos de uma grande platéia pedindo um novo marco regulatório. "Isso nào tem nada a ver com censura, é justamente o oposto, queremos liberdade de expressão!", disse PHA.